O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) recebe, no dia 24 de novembro, um encontro dedicado a refletir sobre as potências que emergem quando ancestralidade, memória e resistência se cruzam no debate sobre saúde mental.
A atividade integra a programação do Articula Rede, projeto de extensão idealizado pelos cursos de Direito e Psicologia, e convida a comunidade acadêmica a mergulhar em perspectivas que colocam a experiência da população negra no centro da conversa. O evento começa às 18h15, no Auditório Central do UNI-RN, e propõe um espaço de escuta, troca e construção coletiva.
A iniciativa reúne pesquisadoras e profissionais que têm se destacado em estudos sobre saúde mental, relações étnico-raciais e enfrentamento ao racismo estrutural. A mesa redonda contará com a presença de três convidadas que trazem abordagens distintas, mas complementares, para a compreensão dos desafios contemporâneos da saúde mental da população negra. Inscreva-se!

Uma conversa necessária sobre cuidado e pertencimento
A mesa terá participação de Ricarla Lira, psicóloga graduada pela Universidade Potiguar (UnP) e pós-graduada em Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Atuante na área de Saúde Mental da População Negra, ela discute caminhos de cuidado que reconhecem histórias, feridas e potências que atravessam sujeitos e coletividades. Sua experiência na Psicologia Clínica e na Educação amplia o debate sobre acolhimento e responsabilidade social.
Também integra o diálogo Wellen Crystine, psicóloga e doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Pesquisadora do Núcleo Feminista de Pesquisas em Gênero e Masculinidades, ela desenvolve estudos sobre feminismo negro, interseccionalidade e políticas públicas que impactam vidas negras. Seu percurso reúne saberes acadêmicos, prática clínica e compromisso político.
A conversa é enriquecida pela presença de Andressa Moura, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com doutorado pela Universidade de Brasília (UnB), ela coordena o Grupo de Pesquisa Interdisciplinar Pororoca Social e investiga como cultura, política e experiências comunitárias revelam formas de resistência diante de desigualdades históricas.
Cultura, arte e manifestação coletiva
A programação também abre espaço para vivências artísticas que reforçam o caráter plural do evento. A Escola de Samba Batuque Ancestral fará uma apresentação que invoca ritmos, memórias e celebrações de matriz afro-brasileira, destacando a arte como força política e afetiva. A performance marca a abertura da noite e convida o público a reconhecer a ancestralidade como fonte de potência.
Manifestos antirracistas produzidos por estudantes estarão expostos ao longo do evento, ampliando a dimensão participativa da iniciativa. A atividade é aberta à comunidade e reafirma o papel do UNI-RN na promoção de espaços formativos alinhados à justiça social.
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