O Centro Universitário UNI-RN deu início, na manhã da última quinta-feira (29), à 26ª edição do Congresso de Iniciação Científica (CONIC). Com o tema central “Inteligência Artificial e Desafios Educacionais”, o evento mobiliza a comunidade acadêmica para debater o impacto das novas tecnologias no ensino e no desenvolvimento de pesquisas ao longo de três dias.
A cerimônia de abertura, realizada no Auditório Central, foi marcada por reflexões sobre o papel da tecnologia na formação dos estudantes. Em seu discurso de abertura, o Reitor do UNI-RN, professor Daladier Pessoa Cunha Lima destacou que a instituição não pode permanecer em descompasso com os alunos, considerados nativos digitais, e reforçou que a inteligência artificial deve ser usada para expandir o ensino sem desumanizar o processo educativo ou ampliar as desigualdades sociais.
Logo após, o coordenador geral do CONIC, professor Aluísio Dantas, discursou resgatando os 26 anos de história da pesquisa na Instituição, destacando o modelo implementado. “Cada disciplina, cada conteúdo de sala de aula é um elemento base que pode inspirar um projeto acadêmico, relacionando o conteúdo programático com uma temática real aplicada ao Rio Grande do Norte”, afirmou o professor, que comemorou a marca de aproximadamente 750 trabalhos em desenvolvimento na edição atual.
Para a programação da mesa-redonda de abertura, foram convidados o professor Aluizio Rocha (UFRN), para a exposição e os professores Rodrigo Dalmolin (UFRN), Otávio Cabral (UFRN) e Eugênio Spínola (Sebrae), como debatedores para aprofundar o tema base. A mediação da mesa foi feita pela professora Cristiane Clébia (UNI-RN).

Oficinas, minicursos e extensão
A jornada de conhecimento do 26º CONIC avança além das discussões centrais, oferecendo uma grade abrangente de atividades práticas e de extensão ao longo dos três dias de evento (29, 30 e 31 de outubro), em vários blocos de aula do campus. Apenas na última quinta-feira (29), a programação também incluiu, desde exposições na área da saúde, como a mostra “Meu corpo minhas regras” – conduzida por alunos de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Medicina –, até oficinas sobre o posicionamento ético nas redes sociais, elaboração de documentos psicológicos e ferramentas de precificação no mercado de trabalho.
No âmbito do Direito, o congresso promoveu debates sobre a influência da inteligência artificial na rotina de advogados e juízes, além de minicursos direcionados à atuação em flagrantes e audiências de custódia. As engenharias e a arquitetura também ganharam destaque com seminários sobre mercado, modelagem orgânica no software Revit e técnicas de aquarela.
As atividades de socialização científica seguiram na sexta-feira (30), quando as salas de aula e os laboratórios do campus foram dedicados às sessões de comunicação livre. Nesse mesmo dia, minicursos práticos sobre classificação de risco hospitalar, emergências obstétricas, captação de recursos e uso ético da IA na área da saúde integraram a grade de formação oferecida aos participantes.
O encerramento do congresso ocorreu na manhã do sábado (31), movimentando o Centro de Convivência Nelson Mandela e os demais espaços da instituição com a apresentação de pôsteres, vídeos acadêmicos, mesas-redondas e eventos culturais.


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