
O bambuzal do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) se transformou, na tarde desta quarta-feira, 29 de outubro, em um espaço de movimento, aprendizado e celebração. O projeto de extensão Ativa Idade, do curso de Educação Física, realizou mais uma ação voltada à promoção da saúde e do bem-estar de pessoas idosas, desta vez, com foco especial no Outubro Rosa. Estiveram reunidos participantes, estudantes e professores em um momento marcado por troca de experiências, palestras e atividades físicas.
Coordenado pela professora Elys Costa, o projeto tem como proposta incentivar a prática de exercícios e a socialização na terceira idade, ao mesmo tempo em que proporciona aos alunos do curso vivências práticas de cuidado e atenção à saúde. O encontro também contou com a participação da professora Kaline Dantas, do curso de Enfermagem, que ministrou uma palestra sobre a prevenção do câncer de mama e a importância dos exames médicos periódicos.

Durante o evento, a docente Elys Costa destacou a importância da atividade física na prevenção e no tratamento do câncer, ressaltando que o movimento é uma das formas mais eficazes de fortalecer o corpo e a mente. “A prática regular de exercícios ajuda a melhorar a imunidade, reduz o estresse e contribui para uma melhor resposta do organismo diante de doenças crônicas”, comentou a professora.
Após a palestra, os participantes participaram de alongamentos e dinâmicas em grupo, seguidos por um lanche coletivo, que também celebrou os aniversariantes do mês. O momento de confraternização reforçou o vínculo entre os integrantes do projeto, que veem na iniciativa uma oportunidade de cuidar da saúde e construir amizades.

A participante Maria do Socorro de Medeiros, de 63 anos, destacou o impacto positivo do Ativa Idade em sua rotina. “Pra mim é bom porque me dá mais mobilidade, né!? E não trabalha só a parte física, trabalha a mental também. A gente tem pra onde ir, rir… é muito bom”, contou.
Outra participante, Sônia Maria, de 67 anos, reforçou a importância da atividade física para quem convive com doenças crônicas. “Melhora a qualidade de vida. No meu caso, sou diabética. Estou controlando mais a glicemia, a pressão, tudo melhora quando a gente se movimenta”, afirmou.


Para os estudantes do curso de Educação Física, o projeto também representa uma oportunidade de crescimento profissional. O aluno Wesley Gomes, do 2º período, contou que as vivências no Ativa Idade ampliam sua compreensão sobre o papel do educador físico na sociedade. “Eu estou aprendendo a lidar bastante com o público 60+. São experiências que a gente não tem na teoria. Aprendo com as histórias deles, com a questão da inclusão e da socialização. É um processo muito gratificante”, disse.
O Ativa Idade exemplifica a importância da extensão universitária como ponte entre o ensino e a comunidade, fortalecendo tanto a formação dos estudantes quanto a qualidade de vida dos participantes. Cada encontro se transforma em um lembrete de que envelhecer com saúde e alegria é um exercício coletivo.
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