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Professor do UNI-RN participa da COP30 e destaca impacto das discussões climáticas para a formação acadêmica

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025, a COP30, colocou Belém no centro do debate global sobre adaptação climática, transição energética e políticas de mitigação dos impactos ambientais. A primeira semana, marcada por debates técnicos e painéis especializados, contou com a participação do Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) por meio do professor Werner Farkatt.

Como único docente do Centro Universitário a integrar as discussões presenciais em Belém, Werner representou o Rio Grande do Norte e o UNI-RN em agendas que envolveram desde arquitetura sustentável até saúde pública. Durante sete dias intensos, contribuiu em debates na Blue Zone, espaço direcionado a representantes governamentais e especialistas.

Ali, apresentou reflexões sobre adaptacidade, tema que envolve estratégias de resiliência climática e a capacidade das cidades de se ajustarem às mudanças provocadas pelo clima, assunto diretamente ligado à formação em Arquitetura e Engenharia.

Professor Werner Farkatt na COP30 – Arquivos do docente

Além desse painel, o professor participou de discussões promovidas pelo Conselho Federal de Química (CFQ) sobre resíduos sólidos, reciclagem, logística reversa e o papel crucial dos catadores. Os debates também evidenciaram a conexão entre saneamento ambiental e saúde, destacando como ambientes insalubres impactam diretamente a vida das populações. “Isso tudo faz parte do saneamento ambiental, que é qualidade de vida, que é saúde”, afirma.

Segundo ele, esses diálogos reforçam a importância de incorporar tais desafios nas disciplinas do UNI-RN, com o objetivo de formar profissionais preparados para interpretar e intervir nas condições ambientais que afetam a qualidade de vida das comunidades.

Discussões climáticas

Entre os temas de maior destaque na COP30 esteve a resiliência climática. O Professor Werner relembra que esta não é sua primeira participação nas conferências da Organização das Nações Unidas (ONU). Nos últimos anos, participou da COP28 em Dubai, esteve nas COPs da Biodiversidade, na Colômbia, e da Desertificação, na Arábia Saudita.

Ele explica que as COPs do clima se destacam por reunir os maiores investimentos e decisões estruturantes sobre adaptações globais, enquanto as edições temáticas tratam de questões específicas, como as da desertificação e biodiversidade.

Uma das participações na COP30 – Arquivos do docente

Blue Zone e Green Zone

O professor também acompanhou de perto a dinâmica entre os dois espaços que compõem as COPs. A Green Zone, aberta ao público e sem necessidade de credenciamento, apresentou grande mobilização e lotação diária, especialmente pela realização do evento em território brasileiro. Já a Blue Zone concentrou diálogos governamentais e técnicos, com participação de delegações e instituições de diversos países, como Alemanha e Austrália, além de organizações como a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Sustentabilidade + prática institucional

A presença do professor na COP30 dialoga diretamente com as ações desenvolvidas pelo UNI-RN, que tem ampliado suas iniciativas sustentáveis de forma transversal, conforme orienta a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA). Entre essas ações estão projetos desenvolvidos com participação de alunos e docentes, como o Projeto Casa Ecológica, idealizado com uso de materiais reciclados, e a horta vertical construída com pneus reutilizados.

A instituição também mantém o Núcleo UNI-RN Sustentável, que reúne iniciativas como aproveitamento de água por fontes alternativas, compostagem e horta orgânica, além da geração de energia limpa por meio de usina solar e protótipo de energia eólica.

Professor Werner no painel do Consórcio Nordeste – Arquivos do docente

Ciência como base

Outro ponto destacado por Werner foi o papel da Iniciação Científica (IC), uma das marcas fortes do UNI-RN. Segundo ele, os trabalhos apresentados na COP30 reforçaram que não há política, programa ou prática de sustentabilidade que não esteja ancorada em evidências produzidas pela ciência. “Não tem como apresentar o conceito sem base, e essa base é a científica”, relata.

Painel da China – Arquivos do docente

A iniciação científica, diz o professor, amplia horizontes e permite aos estudantes uma evolução acadêmica, social e pessoal que os prepara para lidar com desafios reais, sobretudo em temas que exigem sensibilidade interdisciplinar, como meio ambiente e sustentabilidade.

Um retorno cheio de novas perspectivas

Com a experiência acumulada nas COPs e o aprendizado compartilhado entre especialistas do Brasil e do mundo, Werner retorna ao UNI-RN com uma série de contribuições que serão incorporadas às aulas e aos projetos institucionais. Para ele, participar da COP30 significou representar a instituição em um dos debates mais urgentes da atualidade, reforçando o compromisso da educação com a construção de um futuro mais resiliente, saudável e sustentável.

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