Aproximando a vivência acadêmica da realidade do mercado de trabalho, o curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário UNI-RN promove, entre os dias 5 e 9 de outubro, o seu tradicional “Desafio de 40 Horas”. O projeto de extensão, que já caminha para a sua sétima edição, funciona como uma maratona prática onde os alunos vivenciam a dinâmica de gerir um escritório, trabalhar em equipe e entregar projetos de impacto social real.
Durante o desafio, os estudantes do oitavo período assumem a função de gestores, liderando grupos formados por alunos de períodos anteriores, como o quarto e o sexto semestre. Juntos, eles precisam desenvolver soluções arquitetônicas executáveis que respondem a exigências reais de orçamentação, legislação e sustentabilidade. Nas edições anteriores, os alunos já desenvolveram projetos para creches, escolas da rede estadual, propostas para o centro histórico de Natal e até mesmo uma parceria com a Liga Contra o Câncer.
Nesta edição mais recente, o foco voltou-se para a área de paisagismo e planejamento urbano. As equipes foram desafiadas a criar um projeto de intervenção paisagística para a praça localizada em Mirassol, nas proximidades da Avenida Cidade Jardim. A coordenadora do curso, professora Camila Furukava, explica a dinâmica e importância dessa integração:
“A gente tem um desafio de 40 horas de projeto que já acontece historicamente ao longo do curso. Nele, pegamos um projeto de alcance social, que tem que ser devolutivo para a sociedade. Tem que ser um projeto real, exequível dentro da legislação, que responde ao orçamento e que tenha algum tipo de colaboração com a comunidade”.

Formação colaborativa e modernização do ensino
Mais do que testar os conhecimentos técnicos de desenho e cálculo, a iniciativa foca no desenvolvimento de “soft skills”, como liderança, gestão de tempo, visão sistêmica e comunicação interpessoal. O processo incentiva a colaboração entre os estudantes e fortalece a cultura universitária.
O aluno do 10º período, Victor Augusto, que já participou de cinco edições do desafio, relata o impacto da experiência na sua formação: “Eu defendo muito o projeto de 40 horas, porque eu aprendi muito mais na trajetória dele do que no estágio que eu passei. No estágio eu não aprendi questão de legislação, por exemplo, e uma pessoa que era de um período mais avançado me ensinou exatamente isso”.
A iniciativa destaca-se ainda por acompanhar as diretrizes de modernização do ensino. Com a mudança na legislação do curso, que agora forma profissionais em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo, o desafio integrou novas abordagens. Os alunos passaram por imersões em jardins urbanos e na Escola Agrícola para compreender dinâmicas como agrofloresta e plantio adequado à Mata Atlântica, preparando-se para projetar cidades mais sustentáveis.
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