Em 18 de maio é celebrado o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. Em comemoração, o Grupo de Estudos em Psicologia Social do UNI-RN, coordenado pela professora Rocelly Cunha, promoveu, na última sexta-feira (20), uma mesa-redonda com o tema: “Violência sexual e a rede de garantia de direitos de crianças e adolescentes”.
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O evento, que teve como palestrantes a assistente social Anna Karollyne Lopes e o psicólogo Gilliard Laurentino, debateu a problemática que, apenas em 2014, teve 91 mil casos registrados. Para Gilliard, esse tipo de violência ainda sobrevive pois está enraizado em nossa cultura. “Conteúdos de músicas e novelas contribuem para tornar comum a sexualização de crianças. Além disso, as redes sociais têm se tornado também grandes redes de pedofilia”, afirmou o psicólogo.
A escassez de denúncias é outro fator agravante, segundo o palestrante, 90% das crianças violentadas se tornam violentadores quando adultos. “Esse é um número alarmante que mostra que a omissão a esses casos impede que seja feito um tratamento adequado, contribuindo, imensuravelmente, para o aumento da violência”, afirmou.
O evento contou com a participação de alunos dos cursos de Psicologia, Direito e Serviço Social do UNI-RN.
Dia 18 de maio
A data faz alusão ao caso da menina Araceli Cabrera Crespo, que aos oito anos foi sequestrada, abusada, assassinada e teve seu corpo desfigurado com ácido por membros de tradicionais famílias capixabas em 1973.
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