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A 62ª SBPC e outros assuntos
12.08.2010

Ainda é tempo de dar parabéns aos organizadores, aos participantes e, com ênfase, à UFRN, pelo sucesso da reunião da SBPC, há poucos dias realizada em Natal. Uma reunião dessas serve para democratizar a ciência, para demonstrar suas aplicações práticas e para difundir seu valor no desenvolvimento das sociedades. Investir na ciência e na inovação tecnológica, bem como na educação em todos os níveis, é garantir menos desigualdades sociais e mais qualidade de vida das populações de qualquer país ou de qualquer região. Já se torna maçante relembrar essas verdades, os discursos se repetem, mas o nosso país e, em especial, o nosso Rio Grande do Norte, precisam tomar decisões e aumentar investimentos em prol da educação como um todo e em prol da ciência e da tecnologia. Já virou lugar comum, mas é válido repetir: um melhor padrão social depende de melhores padrões educacionais e científicos de uma nação. Apoio à ciência e êxitos de pesquisa remetem aos trabalhos do cientista Miguel Nicolelis, por exemplo, aqueles voltados para a interação entre o cérebro humano e as máquinas. Espera-se que, em breve, um tetraplégico possa acionar braços robóticos pela força do pensamento. Por esse e por outros trabalhos científicos, que vão além dos limites do conhecimento, o Professor Nicolelis recebeu, nos Estados Unidos, o prêmio Pioneer Award, uma das láureas mais cobiçadas por pesquisadores de todo o planeta. Ao responder a pergunta de repórter da revista Istoé, ele disse: “O prêmio me dá a chance de desenvolver ideias arrojadas. Estou feliz porque a premiação valoriza a ciência brasileira”. Ora, Miguel Nicolelis deixou São Paulo e foi para os Estados Unidos, transformou-se em um dos mais notáveis cientistas do mundo, e, de lá, veio para o Rio Grande do Norte, para criar o Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra. O Instituto, além de ser centro de pesquisa científica avançada, atua de forma inovadora na área social, com projetos na saúde e na educação. É possível que o prêmio conferido ao Professor Miguel Nicolelis venha despertar, cada vez mais, a sociedade norte-rio-grandense quanto ao mérito grandioso do IINN-ELS, já reconhecido em âmbito global. Apoiar esse Instituto é dever de todos e, em particular, é obrigação dos poderes públicos do Estado. O recente Pioneer Award pode ser mais um passo na escolha do primeiro prêmio Nobel do país, para um brasileiro de São Paulo, amigo do Rio Grande do Norte e um dos seus maiores benfeitores. Em Natal, na semana em que mais se falava de ciência e de pesquisa, com ênfase para a ciência do mar – tema central de 62ª SBPC –, um trágico acidente tirava a vida da jovem bióloga Helena Fagundes Bouth. Conforme li nos jornais, ela saía do Instituto de Oceanografia da UFRN, para onde fora se despedir dos colegas, antes de viajar a fim de fazer mestrado em outra cidade, quando um ônibus atingiu o seu carro. Sonhos, estudos, pesquisas – talvez do oceano –, sorrisos, emoções, futuro, vida, tudo se desfez em um minuto. As ciladas da Via Costeira estão à espreita de quantos por lá trafegam. Quem são os responsáveis pelas tragédias que se repetem? Aos avós Armando Fagundes e Norma, e a toda família, a mensagem de pesar e de solidariedade. Durante a 62ª SBPC, um cidadão com jeito simples, bem vestido, terno branco e gravata listada, puxava um carrinho e uma caixa térmica. Sob certo ritual, tirava da caixa seus produtos – canjica, pamonha e bolo de milho –, punha tudo em uma bandeja e vendia aos visitantes, com o café grátis. Foi um sucesso, pois chamava a atenção de quem por perto passava. Assim, dentro de um campus acadêmico, o singelo vendedor dava lições de estratégias de marketing. É isso, cada um pode ter algo a ensinar e todos têm de estar abertos a aprender.

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