Novembro Azul - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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Novembro Azul
14.11.2013

São mais de 60 mil novos casos de câncer de próstata descobertos a cada ano no Brasil. Se o diagnóstico fosse precoce, quase todos os casos seriam curados. Porém, uma prática de rotina no exame físico para apalpar a próstata, o toque retal, de alto valor para avaliar as condições da glândula – em particular para fazer a presunção de câncer –, torna-se uma barreira para muitos homens. É um tabu que deve ser vencido pela população masculina, a fim de preservar a saúde e de garantir melhor qualidade de vida. A partir dessas premissas, o Instituto Lado a Lado e a Sociedade Brasileira de Urologia – SBU lançaram a campanha Novembro Azul, no intuito de conscientizar sobre as principais doenças que afetam os homens, com ênfase para os tumores da próstata. Da mesma forma que Outubro Rosa tem sido um sucesso em alertar para os cuidados da saúde feminina, com um olhar mais atento para o câncer de mama, Novembro Azul tem tudo para crescer e atingir os objetivos em favor da metade mais frágil de todos os indivíduos, os que menos se cuidam e também os que vivem menos.

Ora, tudo leva a crer que o sexo frágil não é o feminino, e sim é o masculino. Começa pela expectativa de vida de cada grupo. É fácil de deduzir que os mais fortes, os mais adaptados aos percalços, viverão por tempo maior. O oposto deve ocorrer com os de menor capacidade de reação, os que trazem consigo fragilidades inatas. O Censo 2010, do IBGE, mostrou que a expectativa de vida dos homens no Brasil é de 70,2 anos; enquanto nas mulheres essa marca atinge 77,4 anos. Há vários motivos possíveis para esses dados a favor das damas: as defesas imunes decrescem mais rápido nos varões; os homens são mais agressivos e mais sujeitos a mortes violentas; o maior teor de estrógenos protege as mulheres das doenças do coração, entre outros fatores. Porém, existe um fator que é bastante conhecido: a síndrome do super-homem, aquele que deve vencer tudo, inclusive as mazelas e as doenças. Na verdade, as mulheres se cuidam melhor, fazem prevenção e são elas que arrastam os homens para as consultas médicas. Daí a importância do Novembro Azul, no afã de alertar os senhores de todas as idades, de todas as classes sociais, para buscarem uma vida mais longa e mais saudável.

Um ótimo livro, O Paradoxo Sexual, da escritora canadense Susan Pinker, aborda em detalhes as diferenças entre os sexos. Sob o ponto de vista biológico, ela faz alusões plausíveis em prol de uma constituição feminina mais forte. A autora relaciona a testosterona com as altas taxas masculinas de enfermidades crônicas, tais como câncer, diabetes, doenças do fígado e do coração. Susan Pinker diz que ser mulher implica uma barreira defensiva, do berço ao túmulo. E levanta a hipótese de que isso pode ter vínculos com os dois cromossomos x das meninas, ou seja, danos ou déficits de códigos em um é logo suprido pelo outro.

O Congresso Nacional, em boa hora, já se alinhou com os órgãos que adotam e promovem o Novembro Azul. Aqui, no Rio Grande do Norte, a campanha está bem plantada, a mídia a apoiar, com relevo para a matéria desta Tribuna do Norte – 08/11/2013 –, a qual destacou a entrevista com o Presidente da SBU–RN, Dr. José Hipólito Dantas Júnior. Aliás, Natal vai sediar o 34º Congresso Brasileiro de Urologia, de 16 a 20 de novembro de 2013. A cidade, que conta com excelentes especialistas, irá receber renomados urologistas do Brasil e do exterior, entre os quais tenho a honra de citar o nome ilustre do Professor Miguel Srougi, da Universidade de São Paulo - USP. Bem-vindos os integrantes do Congresso, com votos de boa estada e de sucesso nos estudos e nos avanços médicos da área. Votos também para que a mensagem do Novembro Azul perdure na mente das pessoas, homens e mulheres, durante todos os meses do ano.

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