O câncer de próstata - Centro Universitário do Rio Grande do Norte - UNI-RN
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O câncer de próstata
02.02.2009

Seus grandes méritos se revelam no amor à medicina, no preclaro humanismo e na vocação para ensinar os saberes da arte e da ciência hipocráticas. Ele é um dos médicos brasileiros que mais engrandecem a profissão, não somente no próprio país mas também no âmbito mundial. A urologia do Brasil, no campo acadêmico e na prática da especialidade, muito deve ao Professor Miguel Srougi. Seus ensinamentos e sua exemplar maneira de exercer a clínica e a cirurgia se replicam em favor de todos que precisam desse apoio, a fim de curar, de melhorar ou mesmo de tornar suportável certos males e fatos cruciais da vida. Mais uma vez, o Professor Miguel Srougi transpõe os limites da sua Cátedra e da sua clínica na cidade de São Paulo, ao publicar na Folha de S. Paulo, há poucos dias, substancial matéria, pronta a servir de guia para leigos e até mesmo para médicos, porquanto sinaliza os últimos avanços da ciência sobre o câncer de próstata. Seguem-se alguns conceitos, informes e conselhos passados pelo Professor Miguel Srougi, uns já conhecidos e outros que são novidades. Sabe-se que duas condições aumentam os riscos para o surgimento do câncer de próstata: a raça e o fator familiar. Os negros, não bastassem as históricas injustiças, pagam um tributo maior em incidência e em casos mais graves. Os homens que têm pai ou irmão com a doença devem começar mais cedo com os exames preventivos, a partir dos 40 anos, e não após os 45, válido para os demais. Desfaz-se a premissa de que a obesidade, a vasectomia e o excesso de atividade sexual causam o câncer de próstata. Uma pesquisa patrocinada pelo National Institute of Health dos EUA, que envolveu 29 mil homens, revelou que a incidência dessa doença é 33% menor nos indivíduos que ejaculam mais de cinco vezes por semana. Desde que a obesidade é vista como causadora de casos mais graves, o Professor Srougi faz o seguinte comentário: “Alegro-me em relatar esse estudo, enfim uma boa notícia no meio de linhas tão áridas, lembrando que, ao se exercitar bastante, o homem também evita a obesidade, atenuando a gravidade da doença, se ela insistir em aparecer”. O licopeno – encontrado no tomate –, a vitamina E e o selênio, tidos como protetores, agora perderam por total esses prováveis poderes. Quanto ao diagnóstico, persistem soberanos o toque da próstata e a dosagem do PSA. No entanto, somente os dois exames feitos conjuntamente podem ser eficazes. Uma boa novidade se vislumbra para o diagnóstico: são as dosagens das proteínas PCA3, PGC e EPCA2, mais precisas do que o PSA. Com elas, talvez o toque retal deixe de ser indispensável no futuro. A parte com mais detalhes encontra-se no tratamento, porquanto é também o mais difícil de definir. É de 2% e de 5%, respectivamente, nos casos de tumores restritos à próstata, as chances dos pacientes morrerem pela doença quando tratados com cirurgia radical ou com radioterapia. O autor faz referência a uma nova droga, a abiraterona, testada com êxito em casos agressivos do câncer de próstata; traz à luz a possível diminuição das temíveis sequelas da impotência sexual e da incontinência urinária, com o uso de novas técnicas para o prostatectomia radical: o método laparoscópico e as cirurgias realizadas com o auxílio de robô. Parafraseando Riobaldo, o jagunço filósofo de Guimarães Rosa – “O real não está na saída ou na chegada, ele se dispõe para a gente no meio da travessia” –, o Professor Miguel Srougi na sequência diz que “médicos e doentes, num certo conluio durante a travessia, devem optar pela terapêutica mais eficiente, quando a sobrevida for a questão mais relevante, e escolher o tratamento menos agressivo quando as complicações possíveis forem intoleráveis”.

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